Café especial sustentável · Brasil
Um movimento de café construído da fazenda para cima, cultivando uma rede em que a saúde do ecossistema, as práticas regenerativas e a autonomia do produtor moldam cada xícara. A Macaw é feita de relações, por escolha.
Fazenda Água da Mata, Garça SP
Eu queria ser pássaro para entender melhor o chão.
Manoel de Barros
Acreditamos que, com cuidado, a vida se regenera. É por isso que honramos a terra como agente de mudança.
Pantanal, Mato Grosso — Luciano Candisani
Nossa história
Responsabilidade ambiental e social compartilham o mesmo horizonte.
A Macaw existe para fechar uma lacuna. O Brasil é, de longe, o maior produtor de café do mundo, e ainda assim os menus de café especial oferecem Colômbia, Panamá, Guatemala, Peru, Costa Rica, Etiópia e Quênia, e raramente o Brasil. Sua reputação global ainda é moldada pela produção de commodity: volume, consistência e preço à frente de qualidade, origem e variedade. A Macaw é feita de relações, por escolha.



Fazendas parceiras compradas direto, em Minas Gerais, no Cerrado, em São Paulo e na Amazônia
Copo de espresso realmente livre de plástico, desenvolvido com a Notpla e testado no Rio
Eventos com o Earthshot, o Science Museum, o Museu do Amanhã, o The Conduit e a Rio Innovation Week
Pantanal, Mato Grosso — Foto de Luciano Candisani
01 · Nosso Propósito
Um número pode ser atingido sem tocar no sistema que o produziu. Um sistema vivo funciona ou não funciona. Uma fazenda deve funcionar como um sistema vivo, em que solo, água, carbono e biodiversidade se reforçam, sustentados pelas pessoas que a cultivam.
Por que somos diferentes
O café precisa se sustentar sozinho antes de qualquer história ser contada. Queremos que as pessoas o escolham pela qualidade e fiquem pelo que há por trás dele. Prazer e sentido, sem concessões.
O café deveria superar expectativas como a boa comida e o bom vinho, e não só em ocasiões especiais. Levamos ele aos momentos em que normalmente falta: em casa, servindo só para você, no escritório, em hotéis e restaurantes.
O que segura o café importa tanto quanto o café. Somos parceiros da Notpla, vencedora do Earthshot Prize, no desenvolvimento de copos livres de combustíveis fósseis, para que um ritual diário sustente, discretamente, escolhas melhores para a terra, as comunidades e o clima.
Nossa trajetória começa com os produtores, nossos parceiros primeiros em qualidade e regeneração. Adiante na cadeia, escolhemos com o mesmo cuidado quem serve nosso café: parceiros que querem um café excepcional e sustentável, e que se importam com como ele foi cultivado.
O padrão
Atrás de cada safra estão produtores, suas equipes e as comunidades ao redor. A Macaw é construída sobre relações duradouras com essas pessoas e sobre um preço que reflete a técnica e o cuidado por trás de um café excepcional.
Proteger mantém a terra como está. Regenerar ajuda ela a voltar. Apoiamos fazendas que deixam solo, água e biodiversidade em melhor estado a cada ano, e que ficam economicamente mais fortes por isso.
Nas regiões produtoras de café, a água é a primeira coisa que a pressão climática leva. Apoiamos fazendas manejadas para proteger nascentes e melhorar a capacidade do solo de reter água, para que a terra siga produtiva mesmo em secas severas.
Com práticas regenerativas, solo saudável e sistemas de sombreamento retiram carbono da atmosfera. É isso que permite ao café ir além do carbono neutro e se tornar carbono negativo.
Dossel nativo restaurado ao lado do café, cada espécie de árvore escolhida para uma função específica. A volta da fauna é o indicador vivo: se as abelhas nativas prosperam, o sistema está funcionando.
Cada saca ligada a uma fazenda, safra e método de processamento específicos. Relações diretas com produtores com nome, e não compra anônima de commodity. A certificação é o mínimo; nossas relações nos deixam ver além dela.
Origem
As fazendas de quem a Macaw compra direto. Abaixo, a Fazenda Água da Mata por inteiro, exatamente como aparece na ficha de amostra da Macaw.
Amostra · safra 2026
Garça, São Paulo · 700m · variedade Obatã, processo natural
Uma fazenda familiar conduzida por Zito, que a assumiu do pai. Fica a 700m em Garça, origem reconhecida em 2026 com Indicação Geográfica, o selo brasileiro de um terroir de café distinto. Não é monocultura: ao lado do café cultivam outras culturas e várias variedades. Boa parte do que a terra precisa é produzida ali mesmo, então a fazenda alimenta a fazenda.
Mata e lavoura · Garça, SP · 700 m
A amostra
Lote 2026
Na xícara
Macio e redondo, mais do que ácido ou frutado. Confortável puro, e se sustenta muito bem com leite e com comida.
POR QUE TEM ESSE SABOR: É a variedade Obatã, de processo natural, seca com o fruto ainda no grão, o que aprofunda a doçura de chocolate e caramelo. Colhida à mão no ponto de maturação. Na fazenda, o café cresce ao lado de girassóis e outras culturas. Depois da secagem, os grãos descansam em silos de madeira que o produtor construiu, para igualar os açúcares, daí o final limpo e consistente.
Como é cultivado
Verificado 12.08.2026
Mais de um terço da fazenda é mata nativa. O replantio usou espécies nativas ameaçadas, entre elas o pau-brasil, a árvore que dá nome ao país.
Uma cachoeira e nascentes naturais dentro da terra. O excedente do reservatório volta por tubulação para alimentar as nascentes, e a fazenda sustenta sua própria água.
O adubo é feito ali mesmo: esterco compostado das ovelhas e do gado, casca e folha de café. Ipês altos cercam a fazenda como quebra-vento e ajudam a controlar pragas. Parte da operação funciona com energia solar.
Na fazenda
Garça, São Paulo





Paula Curiacos e Marcelo Urtado · Cerrado Mineiro
Na Três Meninas o padrão Macaw já é realidade, e um exemplo vivo de que ele é alcançável. Desde 2016 a fazenda vem convertendo toda a sua área produtiva para a agricultura regenerativa, com agrofloresta, plantas de cobertura, insumos biológicos e reflorestamento. O foco é a proteção do solo, para que a água seja retida mesmo em secas severas.





Minas Gerais
Um dos produtores brasileiros sustentáveis que estiveram com a Macaw no Science Museum, ao lado do povo Suruí e da Três Meninas.
Povo Suruí · Rondônia
Cultivado pelo povo Suruí em Rondônia. Celeste Suruí, a primeira barista indígena do Brasil, ajuda a contar essa história, conectando sua herança Suruí a uma nova geração da cultura brasileira do café.
O nome
Lá testemunhamos a volta da arara-azul-grande. Antes uma espécie ameaçada, ela floresce de novo graças ao compromisso do Projeto Arara-Azul.
Esta é uma história de renovação, relação e responsabilidade.
02 · Nossa Gente
Lucas e David fundaram a Macaw em 2025, passando boa parte daquele ano no Brasil na preparação do Earthshot Prize no Rio.
Conheça o time
Depois de uma década trabalhando internacionalmente na moda, Lucas desenvolveu um olhar global sobre cultura, artesania e marca. Inspirado por sua ligação com produtores brasileiros de café especial, fundou a Macaw para compartilhar uma visão mais autêntica do café do Brasil.
Vice-presidente do Earthshot Prize e copresidente da United for Wildlife, David traz vasta experiência na construção de parcerias de impacto nos setores público, privado e sem fins lucrativos. Foi Group General Counsel do Standard Chartered Bank e Procurador dos Estados Unidos em Connecticut no governo Obama.
Marcelo é mestre em Sustentabilidade por Harvard e atuou em ESG, estratégia climática e finanças sustentáveis na Ernst & Young e na Arup. Na Macaw, conecta café premium, agricultura regenerativa e valor de marca no longo prazo.
COO fracionado com mais de 15 anos escalando negócios de alimentos no Brasil e nos Estados Unidos, com posições de liderança na JBS, Cacau Show e Dengo Chocolates, à frente de operações industriais e estratégia de crescimento.
Operador e construtor de negócios com 15 anos escalando empresas no Brasil. Na Stone Co. foi CFO da Cappta e COO da Menew, à frente de crescimento, expansão de produto e estratégia operacional. É MBA executivo pelo Insper.
Na origem
Cafeicultor e cacique do povo Paiter-Suruí, e um dos líderes indígenas mais reconhecidos da Amazônia.
Embora o cultivo do café não faça parte das tradições ancestrais do Povo Paiter Suruí, ele foi adotado de forma visionária e estratégica a partir dos anos 1980, como alternativa sustentável para fortalecer a economia e o bem-estar social dentro da Terra Indígena Sete de Setembro. Quando os colonizadores invadiram nossa terra e introduziram o plantio de café, o povo Paiter Suruí respondeu desenvolvendo um compromisso profundo com a produção responsável, unindo conhecimento tradicional a inovação tecnológica e boas práticas ambientais.
Na origem
A primeira barista indígena do Brasil e defensora do robusta amazônico. Celeste conecta sua herança Suruí a uma nova geração da cultura brasileira do café, levando identidade e conhecimento indígenas para a cadeia do café e contando a história do Robusta Amazônico cultivado pelo povo Suruí em Rondônia. Ela falou na Rio Innovation Week, em uma conversa sobre o futuro do café, da floresta e da fazenda até a xícara.
Na origem
Conduz a Fazenda Água da Mata em Garça, São Paulo, que assumiu do pai. Familiar, com certificações Fair Trade e Rainforest Alliance, e a maior parte de quem trabalha na fazenda mora nela o ano inteiro. Depois da secagem, seu café descansa em silos de madeira que ele mesmo construiu.
As parcerias já estão acontecendo
03 · Nossa Trajetória
A seguir · 16 de setembro de 2026
A Macaw se torna o café da casa no Nettle, o novo restaurante de cobertura do The Conduit, em Covent Garden. O The Conduit é um clube privado e uma comunidade construída em torno de um futuro justo e sustentável, e um lugar onde a Macaw já serviu, no The Plastic Detox, em março.
A cozinha do Nettle trabalha com zero desperdício e compra direto dos produtores, que é o mesmo argumento que a Macaw faz sobre o café, contado pela comida.
Agosto de 2026
A Macaw apresentou O Futuro do Café, reunindo a chef e defensora da gastronomia Bel Coelho, a primeira barista indígena do Brasil, Celeste Suruí, e o cafeicultor regenerativo Marcelo Urtado para uma conversa sobre o futuro do café, da floresta e da fazenda até a xícara.
Curando o percurso da fazenda à mesa, Lucas Garcez levou os convidados primeiro à Fazenda Três Meninas, no Cerrado Mineiro, depois à mesa com Bel Coelho falando de comida, território e cultura, e terminou na xícara com Celeste Suruí. Para nós, o futuro do café não é só produzir um café melhor. É construir uma relação melhor entre café, pessoas e planeta.
Fotos de Lorena Zschaber
Agosto de 2026
O restaurante Capim Santo foi o cenário e o anfitrião perfeitos para o Jantar Oficial de Abertura da São Paulo Climate Week, da World Climate Foundation, e a Macaw Coffee teve o prazer de apresentar e celebrar a Fazenda Três Meninas com os convidados. Paula Curiacos e Marcelo Urtado produzem um café delicioso e muito bem avaliado, e também algo mais: um sistema sustentável em que a fazenda sustenta a fazenda e a natureza sustenta a natureza. A missão da chef Morena Leite de acolher as pessoas, tornar suas experiências especiais e espalhar as raízes do Brasil pela gastronomia é uma forte referência para a Macaw Coffee. Foi um prazer para Lucas estar com Paula e compartilhar essa experiência de café.
7 de maio de 2026
No Science Museum, a Macaw coapresentou uma noite dedicada ao percurso do grão à xícara. Antonio Patriota, embaixador do Brasil no Reino Unido, fez a palestra principal, acompanhado por produtores brasileiros sustentáveis, entre eles o povo Suruí e as fazendas Três Meninas e Das Almas. A noite também apresentou o chocolate ético da Dengo e o copo de espresso revestido de alga da Notpla, ligando a ciência da produção ao futuro do consumo de café.
Abril de 2026
A Macaw apoiou o lançamento em Londres da Iniciativa Jaguar Rivers, no Science Museum, um projeto ousado para restaurar ecossistemas na Bacia do Rio Paraná, na América do Sul. O evento reuniu lideranças da conservação em um painel sobre biodiversidade e regeneração de habitat, enquanto a Macaw servia cafés brasileiros sustentáveis e espresso martinis.
Março de 2026
No The Conduit Club, a Macaw participou de um encontro de destaque para o lançamento global do documentário da Netflix The Plastic Detox, sobre os impactos dos microplásticos na saúde. Moderado por David Fein e com inovadores do Earthshot, o evento explorou como substâncias plásticas afetam a biologia humana, enquanto Lucas Garcez conduzia degustações de café e espresso martinis.
Fevereiro de 2026
A Macaw apoiou a Water Pantanal Fire, exposição fotográfica no Science Museum de Londres que destaca a beleza e a fragilidade da maior área úmida do mundo. A Macaw é profundamente ligada a essa paisagem por meio de sua parceira de conservação Onçafari, que protege a fauna da região, incluindo o Projeto Arara-Azul. A Macaw servia café certificado Rainforest Alliance da família Muniz nos copos livres de plástico da Notpla.
Dezembro de 2025
A Macaw participou dos 10 anos do Museu do Amanhã, no Rio, celebrados com programação pública e um jantar de gala de destaque. O cofundador David Fein falou sobre a parceria crescente entre o Earthshot Prize e o museu, ressaltando seu legado no Brasil, enquanto Lucas Garcez conduzia degustações que ligavam os convidados diretamente às histórias e paisagens por trás de cada xícara.
Novembro de 2025
Ao longo do Earthshot Summit, de reuniões de alto nível à Noite de Premiação no Museu do Amanhã, a Macaw manteve presença constante, inclusive no novo Earthshot Boulevard, a céu aberto. Em todos os eventos a Macaw criou momentos de conexão em torno do café, reunindo a comunidade do Earthshot em uma experiência compartilhada que ligava origens locais à ambição climática global.